Extensão

“A extensão universitária constitui-se como a oportunidade do saber científico desenvolver-se com sua abertura para a sabedoria criada e posta em prática na dinâmica social. Na medida em que se realiza a extensão universitária, sobretudo voltada para a cidadania e para os direitos humanos, a sociedade ganha por desenvolver processos de autonomia na sua luta emancipatória, e a universidade ganha na medida em que aprende com a comunidade suas formas de realização social” (COSTA, A. B. “A extensão universitária da Faculdade de Direito da UnB”. In: A experiência da extensão universitária na Faculdade de Direito da UnB. Coleção O que se pensa na Colina, vol. 3. Brasília: UnB, 2007.

Ciente de sua responsabilidade enquanto agente de transformação dentro e fora da universidade, o PET, além de participar ativamente dos projetos de extensão da FD-UnB e do Fórum de Extensão da faculdade, está desenvolvendo seu próprio projeto de extensão popular, na cidade Estrutural, cuja descrição segue abaixo.

Público alvo: comunidade da cidade Estrutural.Atividade: Aulas de teatro com o intuito de montar uma peça.

Faixa etária: todas.

Promotores da atividade: Programa de Educação Tutorial – Direito da UnB e professor de teatro.

Desde 2011, o grupo vem procurando uma inserção na comunidade da Estrutural, participando de diversas atividades em diferentes espaços da região. No fim de 2011, o grupo começou a realizar um projeto de extensão no Coletivo da Cidade, baseado na realização de aulas de teatro com enfoque em direitos humanos. Posteriormente, o grupo decidiu que desses encontros surgisse uma peça para a apresentação em diversos espaços na Estrutural e em outras localidades.

Descrição da atividade:

As aulas já estão acontecendo desde o segundo semestre de 2011, e são frequentadas por um grupo comprometido e interessado de jovens e adultos. Os encontros, que ocorriam aos sábados, eram realizados na própria cidade Estrutural, no prédio do Coletivo da Cidade.

Os encontros, além dos cidadãos da comunidade, contam com a presença do professor de teatro e de membros do PET. Nelas são desenvolvidas diversas atividades que visam aprimorar as qualidades técnicas e criativas necessárias para o desenvolvimento de uma atitude cênica. Para tanto, são realizados improvisos, danças e brincadeiras que estimulam a corporalidade, o contato visual, a noção de espaço, a voz e o pensar rápido.

Nas aulas, buscamos abordar, além de outros, temas pertinentes à realidade da Estrutural, como conquista e efetivação de direitos e cidadania; direito à moradia; análise crítica de processos sociais; violência; e cultura popular. Para tanto, utilizamos a metodologia do teatro do oprimido, na qual os próprios alunos retratam cenas reais e que de alguma forma refletem o mundo no qual vivem, gerando um processo reflexivo e crítico sobre diferentes contextos da sociedade brasileira. E nesse sentido, as artes contribuem para um contato diferenciado com os fatos sociais, possibilitando novas maneiras de compreendê-los e interpretá-los, ampliando o rol de armas necessárias para a transformação da realidade.

Além disso, as aulas possuem um momento no qual os alunos passam, lêem e encenam o texto de uma peça que pretendemos apresentar em breve. Portanto, todas as outras atividades desenvolvidas possuem não só os objetivos de possibilitar um contato com as artes por meio de processos críticos, mas também o fim de apresentar essa peça que tem o caráter de terminar todo um ciclo dentro grupo.

Por fim, durante a semana, os membros do PET-Direito, junto com o tutor e o professor de teatro, discutem o andamento das atividades, analisando os erros e acertos, assim como planejando outras atividades para os encontros posteriores. A partir dessas reuniões semanais, também elaboramos relatórios que servirão de base para a pesquisa, buscando, desse modo, a efetiva vinculação entre extensão, pesquisa e ensino, tripé que fundamenta a Universidade.