Pra não dizer que não falei da revolução. Ou começo dela.

 

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*Por Matheus de Paula

Não, não é carnaval em Salvador. Não é Rock in Rio. Não é aniversário de Brasília. Tampouco é aniversário de São Paulo. É o Brasil se movimentando. Não apenas por 0,20 centavos. Não apenas pela corrupção, nem pelo descaso. Sim, é pelo basta.

O povo herói saiu das margens plácidas do Ipiranga e encontra-se nos quatro cantos do país “badernando”, “vandalizando”.  Até porque toda a ineficiência do poder público e de suas políticas não representam um dano ao meu patrimônio, enquanto cidadão, possuidor dos meus direitos e cumpridor fiel das minhas obrigações. Até porque todo e qualquer ato de repressão que me machuca física e psicologicamente não me tolhe nem me dane.  Até porque eu e toda a classe média podemos, com tranquilidade, desembolsar mais dez reais para podermos usufruir de uma transporte público de qualidade… oh, wait… 

Se se protestar a fim de alterar esse quadro lamentável que assola todo o Brasil é “fazer baderna”, eu amo/sou baderneiro. Eu amo/sou baderna. Se a tentativa de chamar a atenção do poder público para todo o descaso e descompromisso por parte de muitas instâncias de autoridades é “ser vândalo”, eu amo/sou vândalo.

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Foram baderneiros/as, vândalos/as que derrubaram a Bastilha. Foram os/as próprios/as que fizeram o período ditatorial ruir. Foram eles/as que reviraram o quadro de eleições, conquistando o direito de se haver eleições diretas.

Eu sou aquele que foi atingido por tiros de borracha, e também aquele que tocou violino em frente a polícia. Sou aquele que chorou e, logo depois, riu ao som do hino nacional. Sou aquela que no lugar de balas (de borracha ou não), distribuiu flores. Eles, mais do que qualquer presidente ou presidenta, me representam. Eles são o Brasil.

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Eu sou a reencarnação deles/as. Lutando pelos mesmos direitos que outrora lutaram. Mostrando que o RECALQUE DA DITADURA BATE NA MINHA GERAÇÃO E VOLTA! A geração mudou, e o país, mudou?

Como disse, eles são o Brasil. Eu, eu amo/sou o Brasil. Até o fim. Pois, “verás que um filho teu não foge à luta”.

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