A Universidade e seu colorido: nota de repúdio à remoção dos cartazes da seleção 1/2013 do PET-Dir UnB.

601934_611462938883444_223910539_nHoje a postagem no blog do PET vai ser diferente. Diferente porque não podemos ficar indiferentes. Diferente porque se faz necessário sê-lo. Um recente ocorrido na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília não pode passar em branco, merece considerações.

Fizemos diversos cartazes e os espalhamos pela FD numa terça-feira (dia 30 de abril) para divulgar a seleção do PET. No dia seguinte, quarta feira (dia 1º de maio) os mesmos cartazes haviam sido retirados, muitos estavam amassados e outros, rasgados.

Retirados, amassados e rasgados, também estavam tantos outros cartazes de protesto que o movimento eNãoVamosParar[1] fazia colorir a Faculdade devido à conjuntura referente a problemas novos e antigos a respeito do compromisso docente com a instituição e que vem sendo afastados do debate público. Não entraremos nos pormenores desses, por não ser o foco da presente nota, e por já haver outras que exaurem bem a questão[2].

A presente nota busca rechaçar veementemente os atos praticados. O PET-Dir considera inadmissível a remoção de manifestações de movimentos contestatórios de discentes por parte de funcionários da Faculdade de Direito. O ocorrido não condiz com a promoção de uma cultura democrática na Universidade e deve ser encarado com a seriedade e desconfiança que merecem. Muito grave é também a retirada dos cartazes de divulgação de atividades de um grupo que realiza extensão, pesquisa e ensino, que está institucionalmente ligado à Faculdade e à Universidade e que por elas deveria ser fomentado. De forma alguma esse tipo de postura pode ser aceito. Aceitá-lo é aceitar o retrocesso.

Em face da inconformidade de diversxs discentes, a direção da FD realizou uma retratação pública – divulgada pelo Centro Acadêmico de Direito (https://www.facebook.com/cadirunb/posts/612427048787033) – se desculpando pelo ocorrido. Consideramos essa postura não só bem-vinda, como extremamente necessária. Ocorre que, apesar dessa atitude, nós, enquanto grupo, não poderíamos nos portar passivamente frente a posturas que violam as condições mais básicas de qualquer espaço que se pretenda aberto, público, transparente e democrático.

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[2] Nota do Centro Acadêmico de Direito que explana a conjuntura em que ressurge referido movimento discente: (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=611462938883444&set=a.482773225085750.122690.482752191754520&type=1&theater)

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